quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

CRÍTICAS VÁLIDAS


Nos últimos dias Pe lanza levou uma pedrada durante o show em Rio das Ostras. Sim? E dai vou falar de restart no meu blog não pode?



Bem... eu não gosto de restart, nunca gostei e duvido muito se um dia vou gostar, mas enfim, acredito que devemos ter nossas opiniões e defendê-las, porém atitudes como aquelas ultrapassam a linha da racionalidade, pulando direto no extremismo e intolerância.

Será que o gosto musical vale mais que a integridade física? No caso do restart, mesmo que motivo pelo que o pessoa/animal jogou a pedra não tivesse haver com gosto musical, não existe motivo que leva uma pessoa a ferir a outra.

São fatos como esse que me fazem perguntar, o quanto vale a vida?

Será que a gente não consegue viver com ideias diferentes, será que só pelo fato do outro ter uma religião, cor, orientação sexual, gosto musical ou estilo diferente ele é um ser inferior? que egoísmo é esse!

Acredito que podemos sim fazer criticar os gostos, comportamentos e enfim a tudo. Também acredito que politica, religião e futebol podem ser discutidos, porém, para isso acontecer precisamos ter argumentos validos, não simplesmente ser levados pelo emocional, por que quando isso acontece, as pedras chegam até a voar.
As coisas que mais me irritam são atitudes irracionais, são pessoas que fazem coisas sem o mínimo de reflexão ou lógica.

Atitudes como essa (Pedra na cabeça do Pe lanza) mostram a maturidade do povo brasileiro, isso só foi um fato isolado, porém não duvido que existam  outras pessoas com esse mesmo desejo, prova disso foi o Rock in Rio, durante alguns show, latinhas foram jogadas em artistas que não são considerados rock , se uma latinha daquela pega em alguém pode machucar.

O pior de tudo isso é ver nas redes sociais, “pessoas” brincando com o ocorrido.

Então se você quer criticar alguém, ótimo, maravilha, tudo bem, mas, por favor tenha algum argumento válido, não seja simplesmente levado pelas suas emoções, para mim o conhecimento só avança com conflito de ideias opostas, e para você poder defender sua ideia, precisa necessariamente ter argumentos válidos.

Dia do Basta - Contra Corrupção e a Favor da Educação


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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Os cristãos encubados - Raphael Marinho - Palavra do leitor


Não sei muito de religião. O que conheço apenas resume-se as que estudei até chegar à minha, e nesse longo percurso que começou no final da infância e teve um aparente fim no início da fase adulta - digo aparente não por não ter convicções, mas por acreditar que até mesmo o acreditar em algo é um processo contínuo de aprendizado e conhecimento- muita coisa conheci e vi vários tipos de crenças e pessoas.

Durante esses anos, conheci vários católicos, evangélicos de diversas denominações, budistas, pessoas das religiões Afro, das religiões ligadas à ayahuasca, todos os tipos de espiritas e até o povo dos ovinis, bom, de fato, eu conheci muita gente, o que me ajudou a construir minha forma de crença.

Mas o que aqui eu não quero, não é perturbar ninguém com o que acredito, quero apenas falar de um movimento que cresce dia após dia, e está ganhando mais adeptos em todas as partes do mundo e em todas as camadas sociais, são eles: os cristãos encubados. Sim parecem dois conceitos que não cabem juntos, e de fato não cabem, mas existem milhares de pessoas no mundo que são assim.

Nesses anos que venho conhecendo religiões, me deparei com alguns exemplares dessa corrente religiosa, no entanto não tinha noção da dimensão de adeptos do cristianismo encubado. Apesar de ser um grupo bem heterogêneo, nesses anos consigo delimitar um certo perfil:

1.     Normalmente estão nas acadêmias espalhados pelas mais diversas áreas do conhecimento;
2.     Eles se dizem ateus e acham isso muito legal, mas normalmente falam como espiritas;
3.     Suas principais formas de manifestação são nas redes socias na internet:

·         Colocam imagens preconceituosas, principalmente as contra Jesus.
·         São os maiores replicador dos jargões, super legais e nada preconceituosos, da Cleycianne.
·  Parecem fazer questão de procurar referências bíblicas que vão contra os paradigmas contemporâneos. Tipo: Sexo? Só depois do casamento; Pecados e coisas do género. O propósito é mostrar a burrice dos cristãos e ficarem indignados com o atraso mental do povo que vai pra igreja.

      4.   As palavras padre, pastor, bispo e quaisquer outras que estejam ligadas à uma ordem eclesiástica sempre estarão seguidas de BABACA, PICARETA e Coisas do gênero.
      5.   Toda referência cristã, que não sejam as emitidas por eles, é alvo das mais duras criticas, afinal um “graças à deus” é uma referência a completa necessidade de um Deus e à impotência humana.
     6.   Em manifestações de liberação da maconha, casamento gay, aborto e as que vão contra o PAPA, eles são os primeiros e ainda levam faixas e pintam a cara.
      7.  Musicas que façam referências às religiões afro são O MÁXIMO.

Existem alguns outros aspectos que, pelo até agora identificado, variam muito de acordo contexto social, político e económico desses fanáticos religiosos. SIM , fanático. Não tenho nada contra as manifestações religiosas, pelo contrário, acho todas muito interessantes, algumas são bem bonitas, mas esses novos formatos de cristãos, os encubados, estão começando a me irritar.

São fanáticos, pois incluem nas suas doutrinas algumas das características mais inconvenientes das várias denominações cristãs.  Eles são barulhentos, falta pouquíssimo pra sair de porta em porta levando a palavra do não cristianismo, já distribuem as “literaturas” só que na internet, são donos da verdade incontestável do universo e a “ciência” é sua principal arma de evangelização.


Bom, ser cristão de fato não é uma coisa fácil, acreditar em Deus, algo superior que vai além de tudo que nossa mente humana possa alcançar é muito difícil. Até entendo, nossos irmãos cristãos encubados, eles não tem culpa de acreditar em Deus, tanto quanto eu, e não conseguirem expressar isso como eu faço.

Talvez seja por isso que eles ficam tão indignados quando alguém consegue declarar em público a não tão simples tarefa de ser cristão. Então você, que ao ler esse texto identificou-se, pode até dizer que não se identifica, que eu vou entender, apenas peço-lhe um pequeno favor: Da pra ser um pouco menos preconceituoso, algumas dessas coisinhas que você coloca no seu Facebook com tanta enfase começa a me incomodar,Ok?

No mais, pode ir seguindo sua vida.
Obrigado e que Deus lhe abençoe,
Raphael Marinho do blog Exercício da cafonice

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Aos estudantes de universidade


É incrível sua capacidade de achar que ainda vive na ditadura de 64, pintando o rosto para qual quer coisa que aparece na frente, e o mais legal de ver é que a maioria dos estudantes dos dce’s da vida, que “acham” que estão lutando pelos direitos dos estudantes, porém estes nunca têm tempo para estar em sala de aula (onde deveriam estar de verdade), acho que com toda essa “luta” não da tempo pra eles estudarem neh? Afinal de contas a gente tem que ver o que é prioridade! =D

Sem contar que existe um estereótipo de universitário, sim meu amigo ainda existe isso. Nós precisamos ir para festa e fumar maconha nos corredores da universidade, por que se não, não somos “descolados”. E coitado de quem falar mal de maconha, esse ai é um conservador, se tiver uma religião é pior, é um conservador religioso intolerante. Ideias diferentes não prevalecem na universidade.

Também temos que ouvir reggae, pois essa é a musica da paz e do amor, passa boas vibrações.  Porém para a maioria dos estudantes universitários que ouvem, não precisamos ler, e muito menos entender as letras (diga se de passagem mesmo não gostando, tem muitas musicas com letras excelentes) por que para muitos que se dizem reggeiros isso é o de menos, o bom mesmo e dançar agarradinho, com a barriga só cachaça  \o/ e o conhecimento? Que venha por osmose pelo universo.

Para ser um estudante universitário digno você tem que ir para o vadião, dançar, beber, fumar e pegar a maior numero de pessoas, por que o vadião é o lugar de sociabilização/prostituição dos estudantes, tem que curti um forrózinho maroto, encher a cara de cachaça.

No padrão de estudante universitário, não precisamos estar em sala de aula todos os dias, nós  só precisamos garantir nossas notas no final do ano, afinal de conta aquilo que a gente estuda, não tem a menor importância mesmo.

Com tudo isso, pude perceber que a maioria dos jovens na universidade, não estão maduros o suficiente, para estar lá, porque sinceramente, para mim isso tudo é infantilidade. A universidade nos proporciona uma liberdade que não tínhamos no ensino médio, o problema que muitos que entram na universidade não estão maduros o suficiente para enfrentar essa liberdade.

Aos meus amigos universitários, vocês não se tornam maduros, só porque podem ir para festas de noite, beber, dirigir um carro e faz sexo com todo mundo que aparece pela frente. Não, isso não te faz uma pessoa madura, muito pelo contrario te faz um idiota retardado, que pensa que a vida é ter dinheiro e status. Maturidade não se mede pelo tamanho de sua liberdade, mas pelo que você faz com ela.

Não sou contra festas, bebidas e farras, apenas acho que não podemos perder toda nossa juventude com coisas que não fazem sentido, existem coisas mais importantes que merecem nossa atenção.

Sou jovem e tento aproveitar minha juventude o máximo possível, porém, amo de verdade a minha vida, e a ela dou valor, tenho princípios e valores, e vivo eles, não apenas tento mostrar para os outros postando nas rede sociais.

Então novos universitários, calouros, por favor, mais por favor mesmo, não seja mais um idiota  universitário.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Momento Único




É engraçado ver o rumo que a vida toma às vezes. Recentemente só tenho pensado sobre os desafios que a vida nos impõe, sobre superação e coisas do tipo. No entanto, não consegui produzir nada satisfatório pra postar no blog, nada além de dois paragrafo.


Bem... o que é há de interessante nessa historia? Há um tempo atrás tinha comprado um filme pra assistir num sábado qualquer, nada de especial só queria passar um tempo vendo algo legal. Foi então que vi o filme Soul Surfer, que é com a AnnaSophia Robb, uma das minhas atrizes preferidas, e obviamente não pensei duas vezes e comprei. Cheguei em casa e tentei ver de todas as formas, mas não consegui, bem, talvez, aquela não fosse a momento certo de assisti-lo


Na noite anterior que escrevi esse texto, quarta-feira, fiquei procurando na programação da Globo o filme que iria passa na quinta-feira. Foi então que vi outro filme com a AnnaSophia (Spy School) que iria passar na sessão da tarde, logo me lembrei do filme que nunca havia visto. Pensei: Vou baixar Soul Surfer!


É bom lembrar que eu não tinha lido absolutamente nada sobre o filme, apenas sabia que era com uma atriz que gosto muito.


Na manhã de quinta-feira, parecia que nada me satisfazia, nem internet, nem música, nem violão, nem livros e nem jogos. Nada! Foi quando eu lembrei que queria assistir esse filme.


O filme demora uns 106 minutos, e foi o filme que mais emocionantes que já vi, com toda a sinceridade nunca tinha assistido um filme que me emocionasse tantas vezes, do inicio ao fim. Foi impressionante como ele satisfazia todas as minhas inquietações.


Não vou falar sobre a historia do filme nesse texto, porque quero que vejam como eu, sem a menor ideia sobre o que se trata o filme.


A vida parece que às vezes esquematiza tudo para a gente ter um momento especial, um momento que só nós podemos entender, feito sobre medida para nossos sentimentos.


Não era para ter visto esse filme, eu tinha que sair, estava tudo programado, mas na ultima hora perdi a vontade e fiquei em casa.


Para finalizar essa historia, me pergunto. O que quero escrevendo esse texto? A resposta para essa pergunta é bem simples: quero aproveitar cada momento da minha vida. As vezes achamos que precisamos de coisas grandes para nos satisfazer, quando na verdade são as coisas simples que nos encanta.


A vida é bela de mais para a gente ficar enfeitando. Ela já é bonita o suficiente. Abra seus olhos para as maravilhas que ela tem para te mostrar.


Pessoas especiais vêem beleza a onde todos só encontram desgraça, vêem soluções em meio ao caos, não vivem a vida correndo atrás de coisas, apenas para monstra que podem ter.


Pessoas especiais sabem viver a vida da forma mais sublime e única.


Acredito que todos que estão lendo esse texto são especiais, só precisão saber disso, e viver a vida com felicidade.)


"Quando a vida nos obriga a mudar, há que lutar para ser feliz e encontrar um sentido para viver"


“Não precisa ser fácil, só precisa ser possível”



(Frase dita por Bethany Hamilton no filme Soul Surfer Coragem de Viver)





domingo, 18 de dezembro de 2011

Profissões.


Todo o jovem passa por uma crise no ensino médio. “A crise” do o que eu vou fazer na faculdade? Qual carreira seguir? Será que vou ser uma pessoa de sucesso? Essas perguntas fizeram-me pensar sobre profissões, chegando então assim a varias conclusões.

Um dos primeiro apontamento que essas perguntas me apresentaram foi à valorização exacerbada de algumas áreas do conhecimento como, por exemplo, o direto e medicina. Nada contra as duas áreas profissionais, mas o que me preocupa é a forma que a sociedade olha para elas, e como seus estudantes se percebem.

 Existe um estigma de superioridade que ronda essas áreas, que reflete indiretamente nas ações de seus estudantes. Infelizmente já presenciei muitos casos de sentimento de superioridade por parte de “estudantes” desses dois cursos, é logico que não estou generalizando, mas confesso que foram pouquíssimas pessoas que não seguiram esse padrão.

Analisando o fato com mais profundidade, pude perceber que isso acontece em toda a sociedade e com todas as profissões, existe uma hierarquia profissional no imaginário social, e a ideia de que quem faz parte da elite profissional é “a nata da sociedade” que sua “felicidade está garantida, em um futuro promissor”, e essa previsão quase sobrenatural, inflama de tal forma o ego dos estudantes que pode se torna muito prejudicial para a imagem que ele tem de si mesmo.

O grande problema é que essa ideia de superioridade gera na sociedade uma forma de preconceito para as demais profissões que não são consideradas importantes. Esse preconceito é refletido assim nas pessoas.
Infelizmente já pude presenciar atos de intolerância à profissionais que exercem atividades que não tem status na sociedade ex.: “quem você  pensa que é? Sabe com quem você esta falando EU faço direito! Pense bem antes de falar alguma coisa!” (eu sei isso parece muito surreal, mas acontece com frequência).

Infelizmente o conhecimento as vezes é usado apenas para beneficio próprio, visando apenas o financeiro, é logico não vou ser hipócrita e nem inocente, para dizer que o dinheiro não é importante, pois vivemos em um mundo capitalista, e precisamos jogar de acordo com as regras do jogo, porém, acredito que as próprias regras do capitalismo nos dá liberdade para fazer algo que o capitalismo detesta, a prática da humildade, do companheirismo, da coletividade, do amor ao próximo e da igualdade.

Acredito que todas as profissões têm a mesma importância, elas apenas são diferentes, não podendo ser classificadas de forma hierárquica. Se nós tratássemos o outro de forma igual, acredito que o mundo seria um lugar mais suportável de viver.

Essa ideia também se reflete nas relações patrão e empregados; A meu ver, não deveria existir essa ideia de superioridade do patrão para com empregado, os trabalhos tem a mesma importância, apenas são diferente, o patrão não manda por ser superior ao empregado, mas por ser sua obrigação de organizar sua empresa. Falo isso porque é comum ver empregados sendo literalmente humilhados por patrões que se acham deuses

Qualquer empresa, para funciona direito, é necessário que todas as partes trabalhem de forma harmônica, prova disso é quando qual quer parte de uma empresa falha toda ela se desestrutura, pode ser aquela que aparentemente é a mais insignificante, TENHO CERTEZA toda à empresa sofre por aquela falha.

Segundo ponto que esses questionamentos me levaram foi a seguinte pergunta, pra que estudar? Sempre ouço que a resposta para essa pergunta é “você tem que estudar para ter um bom trabalho, para ganhar dinheiro e ter um futuro garantido”. Ótimo! Verdade! Temos que nos preocupar com futuro e com o dinheiro, mas se a vida se resume-se em a ganhar dinheiro, para comprar coisas, que nem sempre preciso, simplesmente para mostrar que tenho condições financeira de comprar, chego à conclusão de que a vida é uma merda, e sem sentido.

Desculpa! Mas, não consigo colocar na minha cabeça que a vida é só correr atrás de dinheiro, para ostentar uma vida de riquezas e status.Quando estudo e me esforço na universidade, não é só para tirar boas notas, me formar e garantir um trabalho no final, mas , por que eu sei que de alguma forma aquilo que eu estudo, vou poder usar para mudar a realidade em que eu vivo.

Não é à toa  que quando fazemos nosso trabalho de conclusão de curso, uma das perguntas mais complicadas de responder é “qual a contribuição do seu trabalho para a sociedade?”.

Acredito que não podemos nos acostumar com a realidade que nos é apresentada, mas, devemos de alguma forma modifica-la. Como? Não sei. =D Mas eu sei que nos temos em nossas cabeças uma das mais incríveis coisas existente no universo, o cérebro, tão incrível que nem com todo o conhecimento já produzido não podemos nem imaginar a sua potencialidade máxima.  Só falta nós deixarmos o egoísmo de lado e começar a usar nosso potencial para melhorar o mundo onde vivemos.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Opiniões

Isso é tão legal *__*.

Recentemente fui forçado a refletir sobre minhas opiniões a cercas de certas coisas. Hoje mesmo assim que acordei, ainda deitado na cama, tive um ideia que mudou toda minha opinião sobre a divisão do Pará. Acredito que o plebiscito nada mais é do que uma forma de distrair o paraense do real problema do Pará, que é uma má gestão, e que a maioria dos políticos que estão na frente das lutas tanto do sim como o do não, são políticos, agropecuaristas e empresários que estão apenas preocupados com o dinheiro que vai para seu bolso, enfim, hoje digo não a plebiscito.
Bem, voltando ao que eu estava falando, eu não tenho culpa se gosto de gasta meu tempo e minha paciência pensando nas coisas (mesmo porque para mim isso é prazeroso). Nós precisamos ter um senso critico, e não aceitar tudo que é imposto para nós, sem a menor reflexão.
Agora o problema das minhas indagações girou entorno da diferença de gosto. O que fazer quando eu gosto de uma coisa, e o resto do mundo acha isso uma perda de tempo? Bem ironicamente isso acontece muito comigo, Musicas, filmes, livros e outras coisa. OBSERVAÇÃO¹ Isso não quer dizer que eu gosto só de coisas diferentes, não muito pelo contrario, sou uma pessoa quase normal, apenas tento ser crítico das coisas que são impostas a mim.
O problema é quando não gosto de coisas que acho bem idiota, e que o resto do mundo acha a coisa mais incrível. Antes de continuar meu texto quero deixar bem claro que só porque eu acho a coisa idiota não quer dizer que ela seja, “eu” só “acho” ela idiota, e tenho bons motivos para achar ela sem sentido, afinal são os meus motivos, lembrando que a verdade não passa de um ponto de vista, que está intimamente ligado a nossas condições sociais, regionais e de gênero. Tudo aquilo que eu acho que seja verdade foi jugado por uma gama de valores carregada por mim, ou seja, a verdade que eu conheço sempre vai ser um pequeno fragmento da realidade, mas nunca ela por completo.
Ultimamente o MMA e UFC tem sido os alvos dos delírios e desejos da sociedade, eu particularmente acho idiota. Sinceramente, não me sinto a vontade em ver dois homens se espancando, não sou a favor da violência mesmo ela sendo organizada, muito menos gastar dinheiro com isso. É interessante ver a carga de valor que esse esporte carrega, os lutadores tornam-se ídolos cheio de poder e vitalidade, Transformando-se em padrões de masculinidade e beleza, ou seja, são quase deuses gregos. O pior de tudo é que todos esses valores e padrões são ditados por um esporte. E as pessoas têm que obedecer ou então estão fora do padrão, e vão ser cobradas e taxadas de ultrapassadas e sem um bom gosto, levando-as, na maioria das vezes, à exclusão social, dessa forma muitas vezes excluímos uma pessoa simplesmente por não ter um porte físico adequado, e nem condições financeiras para se vestir de acordo com o padrão imposto.
...
É engraçado como usamos a violência livre entre os humanos é a consideramos um espetáculo, algo lindo e delirante de se ver. Somos obrigados a seguir os padrões e gostar dessa violência sem sentido, e o pior ainda e ver como tudo isso ganha um destaque na mídia, tudo girando entorno do capital, e do consumo de marcas, que nem sempre estão vinculada a qualidade e beleza produto.
Entanto, eu entendo que tem gente que gosta, e respeito seu gosto, mas não sou obrigado  aceita-lo só porque o resto do mundo gosta, o que me chama mais atenção é ver que muitas pessoas não param nem se quer um minuto antes de aceitar os padrões impostos.
O mais chato disso tudo é ser considerado como preconceituoso, pelo simples fato de não gostar de algo que todo mundo gosta, e ainda mais quando critico esse objeto de desejo, sou alvo de severas criticas, pelo simples fato de achar ele é prejudicial para a nossa sociedade.
Finalizo o texto dizendo, SIM! Isso é alienação. As pessoas param de pensar, de que tudo isso que aparentemente é pop, legal e da moda é imposto por uma elite que visa simplesmente o lucro sem se preocupar com a real necessidade da sociedade, nos transformando cada vez mais em pessoas egoístas, sem o mínimo de amor ao próximo.